Prisioneiro da Guerra
• Written by lucas697480685
O sangue secou, mas o chão segue sujo,
Caminho sobre cinzas, guerra sem luxo.
Ganhei batalhas, mas nunca a paz,
A lâmina corta, corte eficaz.
Olho o espelho, vejo um rosto sem nome,
Cavei tantas covas que enterrei meu sobrenome.
A glória é um grito que ecoa no nada,
E a vingança um veneno de dose pesada.
Já não corro, mas também não descanso,
Cicatrizes desenham o mapa que avanço.
O ciclo me puxa, me chama, me arrasta,
Sou lenda ou só mais um que não escapa?
O destino é um laço que prende ou liberta,
Mas quem vive da guerra nunca acerta.
E quando a poeira assenta no campo rasgado,
Descubro que a luta é um ciclo fechado.
A guerra me fez, a guerra me enterra,
Sou prisioneiro da própria guerra.
No topo do monte, só vejo ruínas,
A guerra devora, deixa só cinzas.